REFLEXÕES RADICAIS

fevereiro 7, 2010

Arquivado em: Aviso — Claudio Mafra @ 6:59 pm

Amigos, vou viajar e estarei de volta no dia 15 de fevereiro.        

Obrigado

fevereiro 5, 2010

Law & Order e a FOX

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 8:47 am

Notícia na CBN:  Os franceses reduziram o preço dos aviões Rafale em 25% !!!  Agora, ao invés de 8,2 bilhões de dólares, eles só custam 6, 1 bilhões de dólares. Mas, isso é uma loja de roupas em liquidação pós-Natal ? Quando Sarkozy nos visitou, em setembro do ano passado, a trampa ia ser fechada no preço antigo. Quem colocaria no bolso essa diferença de 2 bilhões e 100 milhões ? O Rafale, que nenhum país quer, ainda vai fazer muita gente bilionária. E nós não conseguimos impedir esse roubo escancarado, um dos mais desavergonhados do governo Lula. Alguns dizem que o dinheiro vai para os cofres do PT. De jeito nenhum. Ele vai para as contas individuais dos petistas em bancos no exterior.

As pessoas assistem ao Animal Planet,  Discovery, National Geographic, History Channel, e ficam pensando que a destruição dos rios, florestas, e o massacre dos animais  são levados em consideração pelos que mandam no mundo. As imagens e as estatísticas são tão chocantes que  temos a impressão  que é impossivel alguém não tomar providências. Pura ilusão. Os líderes mundiais, na maioria incultos e insensíveis (vejam o nosso presidente), fazem a mesma coisa que o videota: desligam a TV e vão pensar em outra coisa.  E temos os bárbaros da Ásia que acreditam em todas as bobagens para aumentar a potência sexual e são os maiores responsaveis pelo extermínio de uma série de animais. O Greenpeace deveria contrabandear milhões de comprimidos de Viagra para os chinos.Não pensem que o preço desse medicamento é impeditivo.Para se ter uma idéia, meio quilo de barbatana de tubarão custa mais de 100 dólares, um prato de sopa  70 dólares, e não existe um cozinheiro chines de respeito que não saiba faze-lo, de tão chique que é. Milhões de tubarões (100 milhões ?) são mortos por ano, apenas pelas suas barbatanas. O corpo é jogado de volta ao mar. E lembrem-se, são 1 bilhão e trezentos milhões de chineses, com um número imenso deles beirando a insanidade.  Não vai dar tempo para salvar os tigres , rinocerontes e todo o resto .  A destruição é em nivel industrial e a conscientização em nivel artesanal.”

E também temos os civilizados dinamarqueses na carnificina dos golfinhos, e os noruegueses dando cacetada na cabeça dos bebês focas, matando-os com cuidado para não estragar a pele. Os japoneses são os campeões mundiais do cinismo quando dizem que caçam as baleias para fins científicos. É muito pior do que o Arruda dizer que é honesto. E que tal aqueles que têm um contato pessoal com a lagosta quando vão escolhe-las no tanque do restaurante, e apontam o dedão para a cara delas, condenando-as à morte ?

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As fotos acima são dos dinamarqueses psicopatas

A barbárie impera na China, mas mesmo assim a esquerda adoraria vê-la como primeira potência do mundo. Dia e noite apregoam essa conversa fiada, e chegam a marcar a data em que ela vai ultrapassar os Estados Unidos. Isso jamais acontecerá. Até o famoso trilhão de dólares ,que os chineses têm em bonus americanos, de uma hora para outra perdeu a importância. Atualmente é tanto trilhão passando de um lado para o outro que esse número deixou de impressionar. E vocês repararam que durante a crise mundial a China ficou caladinha? Não culpou ninguém, não usou o seu “tremendo poder”  para impor alguma medida, não exigiu ser ouvida, não sugeriu e nem ameaçou. Portou-se igualzinho a um país feito a Bélgica. Ficou abaixo do comportamento da União Européia, que pelo menos andou fazendo algumas reuniões e dando alguns gritos. A China ficou encolhida, esperando para ver o que o Federal Reserve iria decidir. E quando chegar a democracia e acabar o trabalho escravo no campo como é que eles vão alimentar essa gente toda ? E  quando chegarem as obrigações sociais, como é que vai ser ? E quantas línguas os chineses falam ? Será possivel manter a unidade de um país com 56 etnias ? Eles, que no momento não fazem a mínima concessão para ninguém na comunidade internacional, vão ter que mudar muito. Vocês duvidam que o Dalai Lama , ou o seu sucessor, um dia vai poder andar livremente em Llasa, capital do Tibet ?

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A Direita precisa parar com essa história de que o mar NÃO está subindo. Que a Esquerda esteja se aproveitando politicamente da destruição do planeta é outra coisa, que o aquecimento global pode ser discutido, isso pode, que o Al Gore é uma das pessoas mais chatas e confusas do mundo também é verdade, mas que o mar está subindo , isso está, e eu sei porque observo todas as praias ao redor do mundo, passei a ter um olho clínico quando perdi um sítio imenso na Bahia porque o mar já estava à 28 metros da casa, e em cada ressaca chegava dois metros mais próximo dela. Perto de mim, a cidade de Mucuri foi invadida uns 200 metros, com quarteirões inteiros perdidos. Se é cíclico eu não faço a menor idéia, mas que está acontecendo não tenham dúvidas. A praia no Leblon é artificial. Ela já foi embora há muito tempo. Acontece que a prefeitura do Rio coloca a areia de volta.

Dick Wolf é o responsavel pela super bem sucedida série de TV  ” Law & Order”. Dick é um liberal radical, extrema esquerda, e nesses tempos de Obama não perde nenhuma oportunidade para malhar Bush, malhar Wall Street,  salvar a cara de terroristas, e elogiar o plano de saúde totalitário do ex-Messias. A série é muito bem feita, mas lamentavelmente tem essa marca irritante. Outro dia ele desceu o cacete em todos os maiores âncoras da FOX, citando o nome de um por um, em uma sala de tribunal durante o episódio. Identificou, ridicularizou e condenou. Foi um fato nunca visto. Mostra o nivel de polarização, de radicalização, que a eleição de Obama provocou. Seria a mesma coisa que em uma novela da Globo os personagens citassem Fernando Henrique, Serra, Aécio e fizessem comentários exaltados contra eles. A FOX reagiu imediatamente, mas o episódio deve ter influenciado muita gente. Acho que todos os seriados são de esquerda. O único  que escapa ( que eu saiba) foi o ” 24 horas”. Esse não tem nada de politicamente correto. Chegou ao ponto de aprovar a conduta do presidente americano autorizando a tortura de um dos seus auxiliares, um traidor, que sabia onde iria explodir uma bomba atômica nos Estados Unidos. Será que Obama faria a mesma coisa ?  Uma boa pergunta que deveria ser levada aos leitores naquele quadradinho de pesquisa do jornal : ” Em caso de ser necessário extrair informação de um terrorista para salvar centenas de milhares de vidas você acha que Obama deveria autorizar a tortura ?” .  Sempre fui curioso sobre essa questão. Na minha pesquisa pessoal a tortura ganhou de goleada.

Hollywood também só faz filmes esquerdistas. Onde é que está aquele famoso dinheirão dos “riquíssimos ” republicanos ? Será que eles não podem produzir pelo menos UMA película que não fale mal dos Estados Unidos ?

janeiro 29, 2010

Como se defender de um intelectual

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 8:40 am

O Globo pergunta aos leitores na seção de “pesquisa” : ” O plano israelense de investir em assentamento na Cisjordânia vai ajudar a diminuir a tensão na região ?” É uma pergunta sem sentido porque todo mundo sabe que a reposta é um imenso NÃO. É claro que o plano israelense não vai ajudar a diminuir a tensão. Muito pelo contrário. Não existe saída para a maneira como a questão foi proposta. Nem aqueles que são a favor do assentamento vão responder SIM, porque seria absurdo. Em suma, a pergunta é feita para incriminar Israel,dentro do panorama maior que é o culto da lavagem cerebral anti-americana.

É um fenômeno a maneira como os jornais e a televisão tratam os republicanos e conservadores:  eles são pessoas más, são broncos, e sempre estão contra o povo. Além do mais ainda são podres de ricos, uma mentira usada desde a década de 50 para criar o mito da ”máquina republicana” . Muitos dos nossos scholars, que  detestam o PT e tem horror ao Lula, pensam da mesma maneira. Seria contraditório essa repulsa à corja petista e o desprezo pelo Partido Republicano -tão anti-esquerda -se eles não encontrassem abrigo no pensamento american liberal . A verdade é que grande parte da intelligentsia brasileira é colonizada pelos Democratas, historicamente responsaveis pelo apoio ao anti-americanismo disseminado pelo mundo. O NYTimes,  o Los Angeles Times, o Washington Post, os Clintons,Obama,Pelosi, Kerry, Friedman, Brooks, Krugmann, Al Gore, todas essas instituições e pessoas dão sustentação a esse sentimento de revolta contra os Estados Unidos.São eles e seus antecessores que transformaram a guerra do Vietnam em um desastre, proclamando sua simpatia pelo inimigo e levando seus  próprios exércitos à derrota e à desmoralização; são eles que têm por costume sabotar  a CIA e o FBI, em nome dos direitos humanos,  e … a lista é longa demais, o assunto complexo demais e não deve ser abordado aqui. Podemos dizer que mais recentemente  são os liberals que desejam aplicar o código Miranda – “o senhor tem o direito de ficar calado… ” – aos terroristas,  para que esse consigam os mesmos direitos do cidadão americano que comete um crime civil; que foram  eles os primeiros a  difamar Guantânamo; que se esmeraram em dar enorme publicidade às “ atrocities” em Abu Ghraib (que vieram a público porque o Exército já havia aberto inquérito), e  que já se tornou uma tradição estarem sempre surrupiando e publicando documentos altamente secretos, o que em qualquer outro país seria considerado traição. O  mais importante  é o fato de acharem ser justificado o ódio contra os Estados Unidos, quando na História não existe registro de um povo que tenha sido mais honesto em seus propósitos e ações. Em seu desejo do Estado grande, os liberals sempre aceitaram sua ” parcela de culpa”  pela miséria global. Palavras de J.Goldberg a respeito dessa característica fascista:.” Os liberals ficavam  orgulhosos do quanto se sentiam culpados Por quê ? Porque isso confirmava a onipotência liberal. Normalmente, não nos sentimos culpados quando forças fora de nosso controle fazem coisas maléficas. Mas quando você tem o poder de controlar tudo, você sente culpa a respeito de tudo.  

Bem,como eu disse, muitos dos nossos scholars se apoiam nos liberals. Pode ser uma boa solução para todos que tiveram um passado de esquerda e o renegaram em parte. Esses scholars podem ser moderadamente anti-Estados Unidos (que é a posição dos liberals), e ao mesmo tempo estão livres para serem oposição ao PT. Para eles os petistas são iletrados, jamais pisaram em faculdades, são agressivos e ladrões, enquanto os liberals esbanjam títulos harvardianos, são refinados e nunca dirigiram bêbados deixando amantes morrerem no rio sem socorre-las e só telefonando para a polícia nove horas depois. Nem pensar que essas esplêndidas criaturas possam ser presidente da república conversando normalmente ao telefone com o Presidente da Comissão de Defesa enquanto uma estagiária lhes faz um tremendo boquete em pleno Salão Oval da Casa Branca.  Se isso acontecesse seria o maior desrespeito ao poder presidencial em toda a história americana ( e desrespeito à mocinha também)

Não sou a favor da valorização do aprendizado ” na escola da vida”, isso jamais, nem pensar, mas também não ignoro que um fazendeiro do meio-oeste americano pode ter muito mais bom senso do que um novaiorquino.  Eu acho que o Brasil estaria melhor se não existisse o PT, mas também não acredito em tucanos que sejam de esquerda.

Considerando-se a elite de um país, existe mais chance de se salvarem da lavagem cerebral anti-americana os que  não acreditam nos jornais (porque a quase totalidade dos jornalistas é de esquerda), aqueles que não  fizeram Ciências Humanas, e os que  não se tornaram intelectuais - no sentido dos que  colocaram a ideologia acima das pessoas. Também ajuda muito haver lido os clássicos. Em nossos tempos nada melhor para repudiar a mediocridade do esquerdismo e do culto à ideologia do que o legado dos grandes escritores. Aprendendo sobre a angústia do homem também aprendemos ” a desconfiar de todas as revoluções que não sejam interiores”. ( J. Updike),  e somos levados a cultivar o amor ao individualismo e a reconhecer os limites do poder. Quem leu as tragédias gregas tem dificuldade em aceitar a esquerda. Pode não ter sido assim há cem anos, mas é o que sentimos hoje.

Deixando de lado 1789, que é um fenômeno mais complexo,  podemos argumentar que depois da revolução francesa, e ao contrário do que nos diz a esquerda, as rebeliões que ESPONTÂNEAMENTE vão para as ruas, longe de objetivarem uma mudança completa do sistema político e econômico,  são conservadoras, querem  a restituição de direitos tradicionais, injustamente cancelados.* Assistimos nesse momento ao que está acontecendo nos Estados Unidos, onde um presidente deseja usar a insatisfação gerada por uma crise econômica  para efetuar uma mudança completa do presente, uma força destrutiva do american way of life. É exatamente isso o que os conservadores e os republicanos estão tentando impedir. Obama quer impingir uma ” revolução” aos americanos, mas  percebeu que não conta com o apoio da população. Tratando-se de um fino demagogo, aparenta desconhecer a derrota e se prepara para outros rounds. Um movimento significativo, recentíssimo, é o do Tea Party, que visa justamente impedir que os fundamentos criados pelos Pais da Pátria americanos sejam modificados.

* mesmo em 1789, os ” Cahiers de doléances” – ” listas de queixas”- apresentadas pelos camponeses franceses poderiam ser resolvidas dentro do sistema, sem que fosse necessária uma revolução .

Gostaria de deixar claro para todos os meus artigos: Quando digo que os jornalistas são de esquerda não estou afirmando, de maneira alguma, que apoiam Lula. Quando eu me refiro à esquerda estou centrado no anti-americanismo, no terceiro-mundismo, no anti-capitalismo. Ser contra o Lula em nossa imprensa é facílimo. Dificil é encontrar quem apoie os Estados Unidos. Um ótimo exemplo  é o jornalista Arnaldo Jabor, que detesta o Lula, odeia os Estados Unidos, e debocha da ” esquerda burra”. Ele é a favor da “esquerda inteligente”, que ninguém sabe exatamente o que seja. Adora Obama, já que esse é o presidente anti-americano por excelência.

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Nos úlimos tempos transformou-se em regra o Nobel de Literatura ser concedido para os que escrevem sob a camisa de força do politicamente correto, ou para os chatos do terceiro mundo.  Nem de longe imaginar que John Updike teria chance de ganhar o prêmio. Claro que não. Ele foi considerado o maior escritor americano dos últimos 30 anos, reconhecido por todos, até pelos liberals, mas não era de esquerda, pelo contrário, foi a favor da guerra do Vietnam, era um conservador, defendeu a bomba em Hiroshima. Morreu sem o prêmio.

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Para se salvar do ataque de  um vampiro é necessário segurar um crucifixo e ficar apontando para ele. Todo mundo sabe disso. (Alho também é bom) . No caso de  algum intelectual partir para cima de vocês com  esquerdismos, peguem imediatamente um livro de Cálculo e com toda a decisão estendam seus braços segurando o livro. O intelectual vai sair correndo, espavorido. Melhor ainda: arrumem um que tenha o título ” Cálculo Avançado”.  Nesse caso existe até a possibilidade de um ataque cardíaco. Juro que é verdade. Quando não temos o crucifixo usamos rezar  ” O Pai Nosso” , ou outras rezas, em frente ao vampiro. Se no ataque do intelectual vocês perceberem horrorizados que não dispõem do livro de Cálculo, devem imediatamente perguntar a ele o que são números primos, o que é um logarítmo, e se ele sabe quais são as raízes da equação de segundo grau. O efeito é devastador. O intelectual adquire gagueira durante duas semanas.

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Da musa da Direita nos Estados Unidos, a bela Ann Coulter: “  Eu acho que as mulheres devem ter armas mas não devem votar… as mulheres não têm capacidade para compreender como é que o dinheiro é ganho. Elas têm muitas idéias de como o gastar… é sempre sobre dinheiro em educação, mais dinheiro para cuidados infantis, mais dinheiro para creches”. E também :  ” Seria um país muito melhor se as mulheres não votassem . Isso é um fato. Na realidade, em todas as eleições presidenciais desde 1950- exceto Goldwater em 64, os Republicanos teriam ganho, se apenas votassem os homens.”

janeiro 20, 2010

A imprensa e os Estados Unidos no Haiti

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 10:58 am

Não adianta. A lavagem cerebral anti-americana é a força mais atuante, mais influente dos nossos tempos, a mais importante de todas. Não adianta os Estados Unidos enviarem ajuda para o Haiti em uma escala excepcional, nunca vista. Os jornais preferem critica-la, e insinuam de uma forma ridícula  o perigo de uma ocupação permanente. Insultam a inteligência de uma minoria, mas recebem os aplausos da maior parte de seus leitores. E  existe um descompasso: as manchetes não correspondem ao que está na matéria. Na quarta-feira, dia 20, um dos nossos jornais publicou em letras garrafais: “ FORÇAS AMERICANAS AMPLIAM AÇÕES E OCUPAM SEDE DO GOVERNO” . Parece uma  guerra, a descrição de um ataque americano. E o interessante é que não existe governo algum. Ainda não perceberam que no Haiti o Estado é uma ficção, e que  o último governo prá valer foi o da ditadura de Baby Doc, o ladrão que fugiu para a França em 1986.

O  reporter especialista em armamentos começa assim : “ Os Estados Unidos estão fazendo no Haiti o que sabem fazer de melhor: ocupar, assumir, controlar”.  Que coisa, hein?  Conquistaram outro país de uma hora para a outra. E o mais esquisito vem depois, quando ele cita a Doutrina Powell “ aplicada em tempo de paz” . Mas, o que é isso ? Por conta própria resolveu adaptar o inadaptável, apenas para os leitores ficarem impressionados com sua cultura ao citar o general. * Diz o especialista: “ Ela prevê que os EUA não devem entrar em ação a não ser com superioridade arrasadora”. Nossa, mas  de que maneira esse vocabulário guerreiro se aplica à situação no Haiti ? 

O Brasil, que reinava absoluto comandando as forças militares da ONU, se ressentiu com a presença formidavel dos americanos e andou trilhando seu caminho preferido: o da falta de compostura nas relações internacionais. O inefável ministro Amorim partiu para o estapafúrdio, reclamando que os Estados Unidos estavam dando prioridade aos seus próprios aviões , o que era inteiramente verdadeiro, mas compreensivel. Enquanto se procedia a uma ponte-aérea, vital para  sobrevivência dos haitianos, ninguém estava mesmo se importando muito com o avião do ministro Jobim fantasiado de militar. A história terminou quando Amorim recebeu um cala-boca de Hillary Clinton, caiu na realidade, e ficou o dito pelo não dito. A tristeza é que ele sempre cultivou a lenda de que os dois eram quase íntimos.

Virando a página temos outra manchete: “ Ação agressiva dos EUA causa atrito com a ONU”.  Quer dizer, os EUA estão metendo os pés pelas mãos.  E na reportagem : “ A operação americana no Haiti causa mal-estar na ONU e a entidade é obrigada a declarar que o país ainda é “ um Estado soberano”.   Mas que advertência mais fora de propósito! Parece que os Estados Unidos estão truculentamente investindo contra os poderes constituídos. E por falar nisso, o presidente da república, René Préval,  já saiu de debaixo da ponte ?  Bem, sabemos que a ONU é mais do que esquerdista, mais do que anti-americana, embora um terço do salário dos seus funcionários-marajás venha dos Estados Unidos. 

Voltando à reportagem vemos que depois do estrago feito o repórter resolve mostrar “isenção”: “ Quase 70%do orçamento da ONU para o Haiti vêm de Washington”. Mas ele não resiste mais de uma ou duas linhas e insiste : “ é a bandeira americana que está hasteada no aeroporto de Porto Príncipe”.  Malditos americanos! Já tomaram o aeroporto! E o restante da matéria é uma barbaridade. Critica o que seria uma ocupação:  “ a ONU está irritada, já que os americanos estão atuando como se estivessem em um local de guerra” e, “a ONU protestou porque os alimentos estão sendo distribuidos usando-se  paraquedas”.  Dá para acreditar ?   Implicam até com os paraquedas.  E o cabide de empregos usa tudo para criticar os Estados Unidos, ainda que seja sustentado por eles.

O reporter segue em frente, e de vez em quando procura disfarçar sua aversão aos americanos. Para isso usa o mecanismo de alguma declaração positiva de terceiros sobre a ajuda dos Estados Unidos. Dessa maneira aparenta neutralidade, mas o peso da matéria, o seu direcionamento geral,  o que se instala na cabeça do leitor, é a repulsa aos famosos imperialistas que são a desgraça do mundo.  Não interessa o fato de que os americanos estão  trazendo alimentos, remédios, soldados e organização em um volume que é a sua marca registrada.  E por falar nisso  onde é que está a China? Comportando-se de maneira a justificar o sonho da esquerda de que amanhã será o maior país do mundo?  Impressionando pela quantidade de ajuda, ou está enviando suas quinquilharias falsificadas ?

Um correspondente fala na “mania dos generais americanos de colocar os generais europeus em sua insignificância” . É exatamente o contrário! Desde a 2ª.Guerra Mundial, passando pela Guerra Fria,  os militares americanos aprenderam a tomar o maior cuidado em  não humilhar seus aliados. Em determinados momentos chegaram a ser patéticos. O exemplo histórico foi deixarem De Gaulle entrar na frente em Paris com sua tropinha francesa, negando aos soldados que realmente libertaram a cidade o orgulho, o direito, de fazê-lo.  (  De Gaulle deu logo um pontapé na História e começou seu discurso dizendo : ” A França!  A França que se libertou com suas próprias forças!” ). Além do mais,  todos sabemos que os generais europeus são mesmo insignificantes. Nem tentaram  colocar ordem na própria cozinha, nos episódios da Bosnia e em Kosovo. Morreram de medo dos sérvios. Dependem dos americanos para tudo.

O porta-voz da diplomacia de Washington enviado ao Haiti deu entrevista e a manchete do jornal foi assim:” Americanos não vão se retirar tão cedo” . Não é demais ?

 Agora me lembrei do Dave Letterman fazendo piada: ” Amanhã estaremos transmitindo a entrega do Oscar para 137 países que nos odeiam” .

Tudo que coloquei no artigo é apenas do dia 20, quarta-feira. Seu eu pegasse toda a semana seria material para uma tese.

Nós precisamos educar os nossos filhos e netos  EM CASA,  já que  do lado de fora tudo é esquerdismo, tudo é anti-americanismo.  É falta de amor, respeito, é indignidade permitir que eles façam parte da boiada.

* Essa doutrina atribuida a Powell de fato não é dele. Já havia sido formulada por MacArthur em declarações sobre a guerra da Coréia, e por outros generais com referência à guerra do Vietnam. Kissinger também escreveu a mesma coisa. A grande característica de Collin Powell é a falta de caráter.

janeiro 19, 2010

Hitler e Wagner

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 10:55 pm
Fotos: Claudio Mafra. Reprodução permitida mediante citação dos créditos.

Fui assistir  “O Crepúsculo dos Deuses”, quando morava em Pequim.  Sempre soube da importância de Wagner, mas não imaginava que ele fosse fundamental para um certo nível de cultura que eu penso haver atingido. Sua obra é um posicionamento radical face á vida.

Durante o primeiro ato me sentia frustrado e humilhado por não estar entendendo o enredo. Quando ele chegou ao final foi pior, porque o público sepultou a impressão que eu tinha de que também estava às cegas, e aplaudiu com toda convicção aos gritos de “bravô!”, “bravô!”. Fiquei confuso, estava na China, os chineses não sabem de nada, são o primaz da ignorância, descobriram a vida ontem, e a única certeza deles é a de que precisam ter o mesmo comportamento dos ocidentais. Se alguns europeus vaiassem eles fariam a mesma coisa, mas  pensar nisso não me ajudou em nada. Se não fosse um amigo me socorrer no intervalo de 40 minutos, contando toda a história, eu teria ido embora deprimido, sem ver as outras partes. O espetáculo começou às seis da tarde e só terminou depois de meia-noite.  Achei uma maravilha. Todo o elenco era alemão, inclusive a orquestra.

Wagner não é apenas um dos grandes compositores de todos os tempos. Ele representa o escapismo, representa uma tendência mundial de trocar a realidade mesquinha da vida pelo sonho, troca-la por outra dimensão estética. Por coincidência terminei no dia seguinte a leitura do primeiro volume de  “Hitler”, de Joaquim Fest. No livro monumental o autor detalha a psique alemã para explicar a ascenção ao poder de alguém tão absurdamente diferente – o último dos grandes conquistadores românticos, um dos três ou quatro personagens de maior impacto sobre a humanidade em toda a história universal – o perdedor total e absoluto que deu a maior volta por cima que se tem notícia, e depois voltou de forma tremenda ao ponto inicial,  o verdadeiro  patrono dos losers, o homem que fez do mundo palco para o exercício de todas as suas convicções, de todas as suas neuroses, e se o marxismo com seu determinismo histórico fosse alguma coisa para ser levada a sério, então ele seria a sua completa desmoralização. E Fest não pode deixar de falar em Wagner, é claro. Nada de anti-semitismo, porque esse aspecto em sua obra é consequência de algo muito mais importante, e afinal de contas os alemães eram  menos anti-semitas do que a maior parte dos europeus. (Nesse ponto Hitler não conseguiu galvanizar, manipular – o que aprendemos está errado – e, muito pelo contrário, para ganhar as eleições baixou o tom no ataque aos judeus). Wagner é o anti-político, e queria um governo para “a nova era” que fosse dirigido pelo seu grande “heroi da arte”, pela  personalidade “artístico-cesárea do indivíduo”. Hitler se encaixa exatamente nesse contexto.

Estive em Viena seguindo e fotografando os passos de Hitler, no que ele chamou de “o período mais triste de minha vida”. A pensão onde morou: quarto 16 da Stumpergasse, 31, a escola de Belas -Artes onde foi reprovado duas vezes, e o Café Sperl, onde procurava vender suas pinturas. Muito impressionante. Em cada lugar a sensação do sobre-humano. Um rapaz frustrado, faminto, provavelmente sujo, morrendo de frio, esgueirando-se pelas maravilhosas ruas de uma capital imperial. Como conseguiu chegar a ser o homem mais temido do mundo ? É o que dezenas de biógrafos competentes tentam explicar e até hoje não conseguiram.  Acho muito eloquente esse trecho de Joachim Fest :  ” De fato, a antiga tendência para o abismo intelectual era responsável pelo fato de a crise ter tomado na Alemanha o caráter desesperado e totalmente fechado que fez da necessidade de fugir da realidade um fenômeno coletivo e tornou familiar a todos a ideia de um salto heroico para o deconhecido .  É nesse meio ideológico que se deve ver o fenômeno Hitler. Ele dá as vezes a impressão de ser o vulgar produto artístico dessas atitudes e complexos: as aliança entre o pensamento mitológico e o pensamento racional no mais acentuado extremismo dos intelectuais socialmente isolados. Quase todas as figuras retóricas conhecidas da tendência antipolítica aparecem  em seus discursos: o ódio contra os partidos, contra o caráter de compromisso do sistema, contra sua falta de grandeza; Hitler sempre via a política como uma noção próxima do destino, incapaz por si mesma e pedindo para ser libertada pelo homem forte, pela arte, ou por um poder superior qualificado de providência. Em um dos importantes discursos durante a tomada no dia 21 de março, ele formulou nestes termos o texto da impotência política, do sonho compensador e da salvação pela arte: O alemão debilitado, desagregado, com o espírito dilacerado, a vontade aniquilada, incapaz de agir, perde toda a sua energia para afirmar sua própria vida. Sonha com o direito às estrelas e o chão foge aos seus pés…. Afinal, só restava aos alemães o caminho da vida interior. Esse povo de cantores, de poetas, de pensadores sonhava com um mundo onde viviam os outros, e foi preciso que a dor e a míséria o atingissem de modo desumano para que a arte gerasse o desejo de um novo levante, de um império novo e também de uma nova vida.” E Fest conclui : ” Tendo renunciado aos seus sonhos de artista Hitler via a si próprio sob a aparência desse salvador.”

Nos lugares históricos que visitei não existe uma placa, uma indicação de que Hitler viveu alí, ou o que seja. Os austriacos, mais do que os alemães, possuem um intenso sentimento de vergonha a seu respeito. Muito diferente dos russos, que em número de milhões, ainda veneram Stalin. Na Rússia ainda vemos estátuas de Lenin, Marx, e Felix Dzherzhinsky. A repulsa austríaca é um sentimento claro, inequívoco, perceptivel em seus rostos quando se defrontam com qualquer pergunta sobre os nazistas. Em Berchtesgaden, tentei ver o Ninho da Águia, a espetacular casa de frente para os Alpes, ( Berghof), onde Hitler passava grande parte do tempo, e onde foi celebrado o acordo de Munich. Estava fechada. Perguntei para a moça no café: ” Eu queria ver a casa que Hitler construiu lá em cima”. Ela me respondeu sôfrega: ” Não foi ele quem contruiu! Já estava lá antes dele!” Apegou-se ao pequeno detalhe de que realmente existia antes, mas sem as famosas modificações arquitetônicas que ele introduziu, ou o fato de que anteriomente o lugar não tinha a menor importância.

Para os apaziguadores; os defensores do políticamente correto; os que acreditam que o diálogo tudo resolve; os semi-analfabetos dos ” direitos humanos”; os que se recusam a ver que o terrorismo se combate com a força das armas e  que não percebem que estamos perdendo um tempo precioso; para  os relativistas e os que nos culpam pelas desgraças do mundo; para os que fazem do multiculturalismo a bandeira da rendição, para todos esses uma observação de Hitler sobre Chamberlain: ” O cãozinho mais ordinário que conheci” .

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janeiro 15, 2010

Fotos de austríacas

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 9:56 pm
Fotos: Claudio Mafra. Reprodução permitida mediante citação dos créditos.
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janeiro 12, 2010

ISRAEL

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 9:56 pm
Fotos: Claudio Mafra. Reprodução permitida mediante citação dos créditos.

No avião que ia me levar para a Turquia fiquei observando a cara dos turcos, os narizes dos turcos. Uma raça bem marcada. Todos muito bem vestidos. Estão longe de serem fanáticos feito os árabes e persas. As mulheres quando são bonitas, são lindas.  Na Turquia muçulmana o Estado ainda não está ligado ao Islã, apesar das várias tentativas dos clérigos.

Quando eu cobria a OTAN, em Bruxelas, ficava impressionado com os oficiais turcos, os mais posudos, os que tinham a farda impecável. Depois descobri que eram soldados formidáveis, e  muito respeitados pelos militares de outros países.

Eles foram fieis e importantíssimos aliados dos Estados Unidos contra a URSS. A proximidade da União Soviética era de enorme valor estratégico para os americanos. Pois bem, os liberals dentro dos USA propuseram, há mais ou menos uns dois anos, uma moção de censura à Turquia pelo massacre dos armênios em 1913! Quase cem anos depois!  Todos os ex-Secretários do Depto de Estado ainda vivos, e eram oito, redigiram uma carta pedindo à Câmara dos Representantes que não fizesse essa barbaridade. Mas, nem assim. A Turquia, ficou furiosa, e era mesmo para ficar. Ingratidão é a palavra. Prejudicou os turcos em muitos sentidos. Eles se esforçando para serem aceitos na União Européia e recebem uma trombada dessas. E as pessoas ainda acusam os Estados Unidos de só terem interesses, de serem pragmáticos, a última coisa no mundo que pode ser atribuída a eles. Nenhuma nação na face da terra tem os padrões morais americanos.

Meu pai dizia que os turcos são os soldados mais cruéis do mundo. Ele sabia muito. Hoje concordo com quase todas as coisas que me disse, e que eu, arrogantemente, achava que eram tolices e desinformação. Esse fenômeno, que me surpreende com freqüência, chama-se, segundo o premio Nobel de Medicina, Konrad Lorenz, “obediência tardia”.

Seu eu fosse judeu moraria em Jerusalém. Se fosse um verdadeiro cristão também. É o lugar onde tudo se passou. Se existe uma outra vida, e se Jesus viveu e morreu para nos salvar, e isso aconteceu em Israel, onde mais seria o lugar para se estar?

Viajando na Turkish Airlines com o avião lotado. São os muçulmanos indo para Meca. Na minha frente quatro alemães loiríssimos. Comportam-se como se o avião fosse deles. Não dão a menor bola para os árabes, persas, e outros. Sentem-se superiores. E os árabes olhando para eles com ódio.

Já não consigo encarar a classe econômica nessas viagens que duram mais de vinte horas, contando as esperas em aeroportos. Fico completamente quebrado. E os aviões agora vivem entupidos. E tome gente mal educada. Gente feia. Tudo apertadinho. E as aeromoças já não são bonitas como eram. E nós também já não somos bonitos como éramos.

Aqui, no tour em Israel, o guia judeuzéssimo, falando sobre a corrupção entre os palestinos, afirmou que é “muito maior do que qualquer outra, maior até que na América do Sul!” Na primeira oportunidade fui agradecer a gentileza, sendo eu brasileiro. Não ficou nem um pouquinho sem graça. Meus companheiros são um casal canadense, dois casais ingleses e mãe e filha norueguesas. Quer dizer, o único exótico sou eu mesmo. Uma raridade eu viajar em grupo. Estou achando ótimo. Fico dando em cima da norueguesa.

Israel é lindo e muito mais preservado do que eu imaginava. O turismo ainda não fez grandes estragos. Os desertos, as montanhas, o maravilhoso mar Morto, o mar da Galileia. Para quem teve uma educação presbiteriana, e passou a infância indo todos os domingos à Escola Dominical, é muito emocionante. Uma viagem indispensável.

É claro que Israel é dos judeus. Esse problema dos palestinos precisa ser resolvido, mas os lugares controlados por eles são feios, sujos, perigosos, e dá vontade de entregar imediatamente para Israel. Belém é um desses lugares. Pulei fora do microônibus para fotografar a ridícula polícia palestina correndo e tentando descer o cacete em manifestantes, seus compatriotas. Ficaram espantados comigo ao lado deles na correria.  Eles são mais ou menos uns baianos com bigodes. Quando voltei para o ônibus meus companheiros de viagem estavam pasmos. O guia achou ótimo.

Nesta vida tão curta eu não posso ficar do lado dos árabes quando sei que eles vão estragar tudo que existe naquelas paragens. Só isso. Hoje os meus valores são muito diferentes daqueles de quando eu era um radical de esquerda. Importante é dignidade, lealdade, correção. Valores de educação e não valores políticos. Valores que se aplicam á política. Não sei como vão conseguir fazer a paz entre palestinos e israelenses. Apenas estou ao lado de Israel. Vocês já viram como é triste um judeu de esquerda, aquele que é contra Israel, e gosta de contar piadas de gheto ?

Os judeus têm esse enorme complexo por terem sido tão doceis durante o Holocausto. Mas isso já foi mais ou menos explicado. São dois milênios de problemas psíquicos.

Eles precisam é sentir muito orgulho de Israel. É um país pequenininho, cercado pelos árabes por todos os lados. Agora, por exemplo, estou vendo a Jordânia que faz fronteira com o Mar Morto. ( A Jordânia e o Egito fizeram uma paz em separado com Israel, mas somente depois de apanharem muito). É como se você tivesse uma fazendinha e a corja do MST querendo invadir. Eu posso ver o país inteiro em poucos dias, o que dá uma sensação ótima. Para onde você vira a cabeça o lugar é histórico, está na Bíblia, ou tem mais umas dez lendas em cima.

O Mar Morto está 400 metros abaixo do nível do mar. Azul, maravilhoso. Perto, numa montanha altíssima, a fortaleza de Massada, construída por Herodes (aquele, o das criancinhas). Quando Israel foi definitivamente derrotada pelo general Tito, no ano da Diáspora (70 depois de Cristo), 900 pessoas se refugiaram nesse lugar. Resistiram ao cerco romano por dois anos e depois se suicidaram. Só duas pessoas escaparam para contar toda a história. Estivemos lá em cima, levados por um teleférico. 

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Os guias mal conseguem disfarçar o quanto acham ridículo o cristianismo. São obrigados a aturar os turistas cristãos, mas estão sempre dando alfinetadas. Nos lugares cristãos “santos” ele ficam nos olhando, meio zombeteiros. O interessante é que você pode não acreditar que aquele lugar é o Gólgota onde Jesus foi crucificado, mas a mulher do imperador Constantino disse que foi , isso há 1.700 anos atrás, então é importantíssimo de qualquer maneira. Tudo é assim. No Jardim das Oliveiras eu fotografei uma mulher chorando de emoção incontrolável. Talvez as oliveiras sejam mesmo aquelas do último passeio de Jesus. (Vamos esquecer os testes com carbono 14, que determinam a idade de tudo)

Jerusalém está além da imaginação. Ao pé das suas muralhas, saí  literalmente pisando em túmulos, mas encostei as mãos no fabuloso Golden Gate. O guia disse que as pessoas só moram em Jerusalém por sentimentalismo. Que a cidade está no meio do deserto e que Tel-Aviv, à beira-mar, é muito melhor. O nosso guia é ateu e de esquerda. Estava insultando os religiosos de barbinha e roupa preta que ficam se lamentando no Muro das Lamentações. Todo exaltado fez uma catilinária para nós, dizendo que aquilo era simplesmente um show, que eram uns farsantes. Ele foi ouvido por um deles, um rapaz muito novo. Recebeu uma esculhambação moral acachapante (em inglês para que o grupo todo entendesse). Começou assim: “ Você veio da Rússia , não é ?” Só isso já matou. Fiquei imediatamente a favor do rapaz, fotografei o cara, a mulher dele, apertei a mão, disse que ele tinha razão, tapinhas nas costas, respeito é bom, essa roupa é mesmo bacaninha.

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Os judeus estão na galeria dos povos mais importantes de todos os tempos. “São o povo mais tenaz da história”, segundo o escritor Paul Johnson, no seu excepcional livro A História dos Judeus. São também o mais inteligente, e carregam tanta tristeza no passado, acumulada até os dias de hoje, que realmente não podem ser as pessoas psíquicamente mais saudáveis do mundo. Muita humilhação, muito horror por séculos e séculos deixaram uma marca para sempre. Talvez depois de uns duzentos anos de Israel seja possível que afinal eles se libertem. Durante o horror hitlerista só se revoltaram em dois lugares: no gueto de Varsóvia, onde lutaram com grande coragem, mas foram esmagados pelos soldados das Waffen SS, e no campo de extermínio de Treblinka, já no finalzinho, quando até os alemães já estavam pensando em cair fora, com medo do que ia acontecer na hora em que chegassem as tropas aliadas. Nesse campo setenta judeus tentaram a fuga e uns poucos conseguiram escapar. Eram aqueles que mandavam os seus irmãos para a morte, eram a guarda judia do campo, outra mácula difícil de ser esquecida. Nas “colunas da morte” quando a guerra já havia praticamente acabado, homens e mulheres ainda eram levados, sem destino, pelas estradas européias, centenas deles, guardados apenas por poucos soldados das SS. Iam andando e caindo mortos ao lado do caminho. Por que, não se revoltaram e mataram os soldados, mesmo que muitos sucumbissem na ação? A resposta é complexa demais, muito longa.

Para quem não sabe, a França era muito mais anti-semita do que a Alemanha até Hitler chegar ao poder. Aliás, quase toda a Europa.

Os nazistas (feito o mundo inteiro até hoje), acreditavam que os judeus eram todos ricos, todos banqueiros, grandes negociantes, confundindo uma pequena elite com a massa de um povo. E também tinham certeza que evitavam o trabalho físico e, mais genericamente, não realizavam trabalho honesto. Por isso as cenas que vemos nos documentários, onde os obrigam a limpar as ruas com escovas de dente.

Os judeus perderam o espírito combativo de seus antepassados. A Diáspora, no ano 70 depois de Cristo, abateu seus espíritos, mas o golpe capital foi o cristianismo, quando passaram a ser considerados os criminosos que mataram Jesus. Passaram a ser vítimas dos pogroons. Acostumaram-se a sofrer sem reagir. Na Segunda Guerra Mundial nunca acreditaram que iriam morrer nas câmaras de gás, porque se achavam úteis como trabalho escravo. Nunca entenderam que prejuízos econômicos geralmente não amedrontaram ou detiveram nem Hitler, nem mesmo o mais subalterno guarda de campo. Mas só assim, em virtude dessa enorme passividade, foi possível serem executados em números gigantescos. Em Israel, seus filhos e netos envergonham-se tremendamente do que aconteceu.

A maioria de nós é anti-semita, mesmo não sabendo disso. E somos uma elite. Imagine o restante do mundo. Uma doença universal. Não me digam que vocês até hoje não perceberam essa realidade! E não venham com aquele negócio de “ eu tenho um ótimo amigo judeu”,  fenômeno que foi muito bem diagnosticado por Jean Paul Sartre.

Quando o general Patton os viu, em um dos campos libertados, exclamou: “ Mas como isso é possivel ? Que povo se deixa matar dessa maneira ?” Foi imediatamente taxado de anti-semita ( não sei se era), mas sua surpresa foi aquela de todos os que viram o horror que até hoje nos assombra. E parece, não afirmo com segurança, que um dos valores do judaísmo é a sobrevivência a qualquer custo.

Um dos maiores elogios que eu conheço dirigido aos judeus veio de Churchill, e tem enorme valor porque foi expresso de forma indireta. Ele disse em 20 de agosto de 1940: Como os alemães expulsaram os judeus e assim baixaram os seus padrões técnicos, nossa ciência está definitivamente à frente”.

E só não enxerga quem não quer enxergar que eles são, proporcionalmente ás nossas populações, os maiores músicos, maiores compositores, maiores filósofos, atores, artistas, escritores, cientistas,  maiores em tudo que possuímos de melhor na civilização ocidental.

O Museu do Holocausto é simples e bonito. A parte dedicada aos meninos que morreram nos campos é uma perfeição arquitetônica para provocar tristeza. Um grupo de adolescentes israelenses está no pátio, em frente de uma escultura que mostra os sobreviventes saindo do gueto de Varsóvia. Eles chateiam todo mundo pela presença desrespeitosa e burra. Que fenômeno esse, o da adolescência! Está cada vez pior. Ninguém agüenta mais. Hoje, ser adolescente é licença para ser desagradável. Ao contrário do que se costuma dizer não foi sempre assim pelos séculos afora. Mas nós entramos numa da “cultura do jovem”. Ser jovem já é ter razão. É o ridículo supremo.

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O museu onde estão os Manuscritos do Mar Morto é outro espetáculo. Os judeus gostam de provar com documentos a parte que não é mágica da sua religião. E conseguem. Então ficam furiosos com o que eles acham que é a baboseira cristã, onde nem a existência de Jesus foi atestada até hoje. A gente realmente fica impressionada com a seriedade das coisas deles. O arquiteto fez do museu uma escultura, que é um carimbo enorme, onde está inserido todo o livro de Isaias, que eles acharam numa caverna. O carimbo é para dizer que está provado e passar muito bem.

O nosso guia ( não é o Lula) resolveu me fazer de empregado. Sou eu que tenho que beber água para mostrar que é salina, pisar no chão para mostrar que é areia, e vai me usando para provar coisas ao grupo. Toda hora tenho que sair da van. Não sei porque acha que meu nome é Andrea. O tempo todo é Andréa prá cá, Andrea prá lá, e todos morrem de rir com a minha cara de pau em não corrigi-lo. Ele grita Andréa e eu respondo imediatamente “ Yes Sir !”  É a minha pequena vingança. Durou um dia inteiro, até que a canadense achou que já havia passado da conta e contou para ele.

Aprende-se uma coisa definitiva viajando e vendo o passado: não existe nada de novo no mundo. Tudo já aconteceu, todas as emoções já existiram, todas as situações importantes já foram vividas. Energia atômica é detalhe. Acho que o único fato transcendental, desde a Antiguidade, foi a descida do homem na lua. Só isso.

Um pequeno trecho de Paul Johnson a propósito do livro de Jó : Contudo, nem mesmo os gregos produziram um documento- é difícil saber em que categoria colocá-lo – tão misterioso e pungente quanto o Livro de Jó. Esse grande ensaio sobre teodicéia e os problemas do mal fascinou e desconcertou tanto eruditos quanto gente comum por mais de dois milênios. Carlyle chamou-o “ uma das maiores coisas já escritas” e de todos os livros da Bíblia foi o que mais influenciou escritores. E a propósito do Livro dos Salmos: Alguns são obras primas, que despertam ecos em corações em todas as épocas e lugares: Salmo 22 com seu grito de socorro. Salmo 23 com sua confiança simples, 39 o epítome da intranqüilidade, 51 apelando por compaixão, 91 o grande poema de segurança e conforto, 90, 103,104 que celebram o poder e a majestade do Criador e os laços entre Deus e o homem, e 130, 137,e 139, explorando as profundidades da miséria humana e trazendo esperança.

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Existem judeus negros. São etíopes, e foram descobertos há pouco tempo. Realizaram uma grande operação para trazê-los para Israel. O nosso guia diz que são perigosos, estupradores. Quando tive a oportunidade de vê-los numa esquina batendo papo, marginais de carteirinha, o guia não quis parar o ônibus e nem mesmo dar uma voltinha e passar devagar para que eu fotografasse. É claro que tem uma enorme vergonha deles. Negros com nariz de judeu! Barra pesada.

Estamos agora em Nazareth, na igreja da Anunciação. O guia está furioso. Com uns 65 anos de idade, a paciência dele acabou completamente: ele tem que entrar numa igreja CRISTÃ e ficar contando pros deslumbrados dos CRISTÃOS essa história que ele odeia. E no final do tour ainda depende de uma gorjeta dessa mesma turma que ele despreza. Vida dura.

Talvez a civilização judaico-cristã seja a responsável pela destruição do nosso doce planeta. Nos tempos do paganismo os vários deuses tinham sentimentos iguais aos dos homens. Nada de termos sido feitos à imagem e semelhança de um Deus único, todo poderoso. Esse novo approach, que veio com os judeus e se tornou irresistível com Jesus, colocou o homem no centro do universo, a criatura mais importante de todas, com direito sobre os animais, florestas, rios. As florestas e os animais conseguiram sobreviver enquanto a tecnologia era pobre. De uns 300 anos pra cá é que começou o desastre. Ninguém pode dizer o que teria acontecido se o paganismo tivesse triunfado na antiga Roma. Talvez não estivéssemos hoje reduzidos a uns poucos tigres siberianos ainda vivos nas florestas, enquanto milhões de criminosos passeiam por aí, impunemente. Talvez, fazendo um enorme esforço, vocês concordem comigo: peguem o governador Arruda, o Maluf, o Daniel Dantas, e os coloquem ao lado do tigre. Quem é mais nobre? Quem é mais bonito? Quem nós respeitamos mais? Quem merece viver?

Já disse e repito ( virou obsessão temática) : Sou a favor de uma intervenção americana na Colômbia, tipo Kosovo. Incendiar as plantações de cocaína, incendiar as refinarias, e matar os traficantes, com ou sem a autorização desse país. Colômbia ou qualquer lugar do mundo, inclusive  Brasil.  Esse pudor de resolver os problemas pela força está acabando conosco. Com respeito à floresta amazônica – que vai torrar até a última arvore – é melhor eu ficar calado.

Figos e tâmaras deliciosos em Nazareth. O lugar é muito feio porque está sob controle palestino. Jerichó também. Miséria danada, mas não existe nenhum mendigo.

Estou sentindo muita falta da minha mãe, aqui em Tiberíades. Ela poderia tirar todas as minhas dúvidas sobre os episódios bíblicos. Agora vi o mar da Galileia. A tempestade e Jesus andando sobre o mar, os pescadores, os discípulos aturdidos.

Coloquei os meus pés no rio Jordão onde Jesus foi batizado. Depois fui entrando devagarzinho, devagarzinho. As águas são limpíssimas, transparentes, lindas. O rio deve ter somente uns 20 metros de largura.

Já dei dois “good morning” aqui, no antigo kibutz, e ninguém respondeu. Umas oitocentas pessoas vivem nele. O guia avisou que elas são rudes e detestam turista. O kibutz onde estamos remonta ao começo do século, mas agora uma parte dele virou hotel de “luxo”. Esse negócio aqui já foi comunista, com secretário-geral, comitê central e outras palavras  perdidas no tempo. Estamos na fronteira da Síria, e visitamos as colinas de Golan, tomadas por Israel na guerra dos Seis Dias, em 1967. Só quem não viu Golan pode achar que Israel vá devolve-las para a Síria. É um lugar de onde os sírios, lá de cima, atiravam nos israelistas com a maior comodidade. Tiro ao pato. Fazendo pic-nic e atirando. Só se Israel for doida para devolve-las. O kibutz é cheio de abrigos, de bunkers. Para mim um dos charmes de Israel é o permanente estado de guerra. Os jovens, rapazes e moças que estão no serviço militar levam o fuzil ou a metralhadora para casa. Dormem com as armas na cama.

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As estradas são perfeitas. Realmente esse negócio de buraco é coisa do nosso país.  Para onde vai o dinheiro do Brasil? Por que a gente não vê essas coisas em outros lugares? Em que ponto da nossa história perdeu-se completamente o senso moral? Para o meu velho pai isso ocorreu com a revolução de 30.

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Em Cesárea, ao lado do Mediterrâneo azul, azul,  as ruínas são muito lindas.  As escavações por serem relativamente recentes deixam que pedras de mármore de todos os tamanhos fiquem jogadas no chão, de qualquer jeito. O guia displicentemente mostrou uma grandona que estava em pé e disse: “essa pedra foi descoberta há pouco tempo e tem o nome de Poncio Pilatos gravado. É muito importante porque é a primeira vez que se tem uma prova de que ele existiu”. Será verdade ?  Puxa!!! Poncio Pilatos, o incrível governador romano que se recusou a condenar Jesus. Vamos ver em Mateus 27, versículo 24: Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos, diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue desse justo: considerai isso. Nesse momento recebeu a resposta terrível, que Mel Gibson não teve coragem de colocar em seu filme: E respondendo todo o povo, disse: Que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.” (Mateus 27, versículo 25). Essa frase é interpretada pelos cristãos como diretamente ligada ao Holocausto.

O papel de Pilatos nesse drama é extraordinário. Maior autoridade romana na Judéia, estava cansado das brigas internas entre os excêntricos e arrogantes judeus – excêntricos e arrogantes porque só tinham um deus-  e irritou-se quando percebeu que o estavam levando para uma arapuca. Para aumentar sua angústia sua mulher o havia chamado de lado e dito : “ Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele (Mateus 27, vers. 19). Pilatos tentou de todas as formas libertar Jesus, e somente cedeu na hora em que foi cinicamente chantageado pelos sacerdotes, que lhe disseram: “ Se soltas este não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.”( João 19, versículo 12).

Momento crucial do julgamento mais importante da história.

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Ecce Homo (“Eis o homem”), pintura de Antonio Ciseri, representando a apresentação de Jesus Cristo por Pilatos à população de Jerusalém.

janeiro 11, 2010

O Programa de Direitos Humanos e os nossos militares

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 8:17 pm

Lula não teria coragem de apresentar o Programa dos Direitos Humanos no seu primeiro mandato. Vejam que ele levou tempo para colocar as manguinhas de fora na política externa, que se tornou abertamente anti-americana. Mas, o que realmente conta é que o nosso lider só pensa em sí mesmo - a  ideologia totalitária vem bem depois. Ele  recuou quando viu que o Programa  foi bombardeado pela imprensa, além de não ser nada fácil receber respostas pesadas  como a dos militares e a da Igreja.  Lula não está  interessado em manter uma postura petista que exija briga, disputa, e o risco de perda de popularidade.  Parafraseando Geisel, ele deve achar que a mudança brasileira para um regime mais à esquerda deve  ser ” lenta, segura e gradual”. O Programa é um balão de ensaio. Se a reação diminuir, ele insiste.  Na sua cabeça  deve haver uma premissa básica:  NADA DE SE INDISPOR COM OS MILITARES. Isso é esperto, mostra que não se esqueceu do passado.  Na imprensa sempre é possivel dar-se um jeitinho a partir da chantagem da publicidade da Petrobrás, Banco do Brasil, além da  ameaça de jogar a Receita Federal em cima dos inimigos. Com a Igreja é possivel um acordo, e além do mais eles estão mais para o lado de Lula do que para o nosso, mas os militares, ah, os militares, esses sim,  são um grande problema.

O Programa é um desaforo, um documento tipicamente petista, e não me agrada dizer esse chavão, mas ” a sociedade tem que ser mobilizada para rejeita-lo”. Não faço idéia de como alcançar esse objetivo com um Congresso de trapaceiros, um Supremo desqualificado, e a inércia, o conformismo, a baixa-estima dos brasileiros, que é um fenômeno de depressão coletiva que alcança tanto a elite quanto o povo.

É muito dificil saber-se o grau de responsabilidade, ou de cumplicidade,  que Lula tem com o Programa. Parece que não gostou  da revisão da Lei da Anistia. Tanto é assim que afirmou ter assinado sem ler. Em conversas íntimas  deve estar  pondo a culpa nos aloprados. Ou será que , pelo contrário, se empenhou, tomou conhecimento de tudo, e está nos fazendo de bobos ? Encolhidos, sem ânimo,  do jeito que estamos ante sua fantástica popularidade é natural que ele não nos leve muito em conta. Até seus sentimentos com relação à  recalcada Dilma são um mistério.  Ele realmente deseja a sua vitória ?  Se ela fizer um péssimo governo pode atrapalhar sua volta em 2014. Será ? Ou pode até ajuda-lo?  Juscelino em 1960 foi acusado de preferir Jânio Quadros ao general Lott. Se Lott ganhasse poderia prejudicar a sua volta em 1965 porque seriam três presidentes mineiros em seguida. Havia também outro motivo. Juscelino achava que Jânio, por ser desequilibrado, faria um péssimo governo o que   facilitaria o seu novo mandato.  Será que Lula acha bom haver três governos petistas, um após o outro ? Ele sabe que a Dilma é  destemperada (desequilibrada também), e pode queimar sua volta em 2014, o raciocínio inverso ao de Juscelino. Serra, ou Dilma, ninguém pode ter certeza do que será melhor para Lula. 

Essa Comissão da Verdade tem a ver com o que houve na África do Sul.  Lá o nome foi Comissão de Verdade e Reconciliação. ( Aqui não querem saber de reconciliação ?) . Tratava-se de mostrar os crimes dos brancos contra os negros. Sua principal característica era não haver punição de forma alguma. Procuravam-se apenas os fatos. Eu assisti a uma das sessões, presidida pelo arcebispo Desmond Tutu. Apenas umas vinte pessoas na sala e nenhuma repercussão. Um coronel dava o seu depoimento. Logo quando foi instaurada serviu como válvula de escape para os ressentimentos gerados pelo apartheid, apenas isso.

Todo o Programa de Direitos Humanos  já foi analisado brilhantemente por Reinaldo Azevedo, mas existe um ponto que eu suponho importante demais para não receber uma atenção especial: os nossos militares.

Não adianta amordaçar a imprensa, jogar para o alto o direito de propriedade, invadir a área religiosa como se fossemos um país de ateus, dar uma tremenda força aos sindicatos se os petistas não conseguirem a adesão dos militares. Tudo que conseguirem pode ir embora em uma penada se os comandantes resolverem colocar os tanques na rua. Vai tudo para o beleléu. Se estou pregando um golpe militar ?  Claro que não.  Apenas enfatizo que os soldados existem para defender o país de uma agressão externa e de uma agressão INTERNA, que é a Constituição desrespeitada.  Por isso mesmo, o que mais me chamou a atenção no Programa foi a inclusão de uma matéria sobre Direitos Humanos nas escolas que preparam os nossos oficiais. Esse sempre foi o meu maior pesadelo. A colocação de professores de esquerda nessas escolas. 

O que eu tenho dito reiteradamente, talvez em excesso, é que as correntes liberais no Brasil devem estreitar seus laços com a Marinha, Exército e Aeronáutica. Devem convidar os generais, coronéis, para as palestras, para os debates que são organizados pelo Millenium, pela Confederação Nacional das Indústrias, Confederação do Comércio, para dar alguns poucos exemplos. Os militares da ativa não podem se manifestar, não podem falar, mas podem ouvir. Os da reserva podem tudo, dentro de certos limites. Por que não são contactadas as escolas militares: Escola Naval, Agulhas Negras e Campo dos Afonsos ? E a ESG, a Escola Superior de Guerra ? Eles recebem os nossos blogs ? É essencial que os militares continuem sem gostar do PT. Continuem na linha “ reacionária” . A linha anti-comunista. Já vimos os desastres quando passam para o lado de lá, quando se tornam de esquerda. Significa a eternização dos comunas no poder. Por esses dias assistimos a maneira veemente como reagiram quanto à revisão da Lei da Anistia incluída no Programa. O recuo de Lula foi daquele tipo dos velhos tempos.   Um levíssimo cheiro de Zelaya no ar. Claro, ou vocês não sabem que tudo que Lula fez em Honduras foi  uma catarse, tentar bater nos militares de lá, já que não pode bater nos daqui? Ele deve ter muita inveja de Chávez por ter o exército do seu lado, mas não é doido de achar que pode contar com os militares  a não ser depois de uma imensa, formidavel mudança na maneira deles encararem a esquerda. Se eu fosse petista o meu grande objetivo seria conquistar os militares, sem a menor dúvida.

Em toda minha vida eu nunca vi um presidente mais autoritário ( com exceção de Jânio ) do que o Lula. Imagino esse sujeito com o apoio do exército.

Não vamos continuar marginalizando os nossos oficiais ou pagaremos caro por isso.                       ———————————————

Os american liberals complicam, distorcem, mentem. Thomas Friedman, está impressionado com a figura do pai do terrorista que não conseguiu explodir o avião, Diz o colunista: “ Com certeza, a figura mais importante, interessante – e, sim, HEROICA – no episódio do avião das Northwest no dia de Natal foi o pai do quase homem-bomba.” E segue, tecendo elogios ao “heróico” pai por haver alertado as autoridades sobre o perigo que o filho representava. Não percebe que o homem apenas estava tentando salvar a vida do rapaz, que já havia enviado uma carta dizendo que nunca mais retornaria para casa. Um pai muito rico, banqueiro, que deve ter esgotado todos os meios para encontrar seu filho e, desesperado, resolveu tomar uma medida prática, inteligente, e extrema: usar as autoridades de inteligência. Denuncia-lo para que a máquina saísse atrás e o descobrisse antes que fizesse uma grande bobagem, ou seja, tirasse sua própria vida. E agora vem esse ícone american liberal descobrindo coisas que não existem, aliviando o lado muçulmano, “sofisticando” o que nada tem de sofisticado. Mas que coisa mais burra!!!. O pai não estava preocupado conosco, que é a tese do articulista . Ele estava preocupado é com a vida do seu monstrinho!!!. Vejam isso: “ O pai, viu-se como parte de uma comunidade global, baseada em valores compartilhados, e por isso deu o alarme. Bendito seja!” “Comunidade global baseada em valores compartilhados” É muito ridículo, é um delírio. E nem vou falar sobre a benção. Estou citando esse sujeito unicamente porque ele é o articulista mais famoso do mundo, editorialista do NYTimes e, principalmente, REFLETE O PENSAMENTO POLÍTICO DOS QUE ESTÃO NO PODER NOS ESTADOS UNIDOS. Difícil de acreditar. E Friedman logo arranja uma maneira de nos culpar (faz parte da Igreja do liberalismo) em outra passagem do artigo: “ Toda fé tem seu lado violento. O Ocidente não está imune” Como ? Seria melhor ele explicar, dar um exemplo, antes de seguir adiante. Quer dizer, SOMOS TODOS IGUAIS, não é mesmo? Os cristãos também são violentos. Papagaio,é essa gente que está mandando no mundo

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E mais um roubalheira nas fundações. A velha prostituta, a FUNCEF ( da Caixa Econômica), às voltas com 27 milhões de rombo em outra negociata. Geralmente os jornais erram : costuma ser muito mais dinheiro do que o noticiado. E nenhum formador de opinião entendeu até agora o fenômeno desses fundos de pensão. Sempre tratam os furtos como fenômenos isolados. Enquanto escrevo outra fundação está armando um roubo. Melhor dizendo: várias fundações estão armando vários roubos .

E Lula, Jobim, e a corja petista querem de qualquer maneira comprar os aviões franceses. Não interessa que sejam inferiores, mais caros, e rejeitados em todos os lugares do mundo. Eles dizem , entre outras mentiras, que existem razões políticas (desculpa esperta, usam o anti-americanismo como escudo), mas a verdade mesmo é que… como diria… o importante, o fascínio dessa decisão é, digamos…… é difícil me expressar… são… as contas numeradas na Suíça ?

janeiro 4, 2010

Audácia da Esperança

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 7:51 pm
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Desde 1988, quando foi derrubado na Escócia o vôo 103 da Pan Am,  todos os ataques aos aviões comerciais têm sido cometidos por muçulmanos. Por que as autoridades dos aeroportos não fazem uma revista especial nessa gente, apertam os caras, viram pelo avesso, sacodem de cabeça para baixo ? Todos tem a mesma cor de cabelo, os mesmos olhos, a mesma cor da pele, e metade deles se chama Mohammed. Diz uma colunista americana que se um alien observasse a nossa situação depois do 11/9, diria: “ Vocês estão em uma guerra com um inimigo sem uniforme, sem valores morais, sem um país, e sem um líder, mas uma vantagem vocês têm: a de que eles são muito parecidos, tem o mesmo visual”.

Infelizmente não podemos aproveitar essa vantagem porque o politicamente correto não permite. É o fim do mundo. Quando é que vamos abrir os olhos e chegar à conclusão óbvia que precisamos parar com as frescuras até que os terroristas estejam derrotados ? Vai levar décadas, mas quando mais depressa agirmos melhor para nossos filhos e netos. ( a respeito de liberdades civís temporariamente suspensas vejam o meu artigo: “As liberdade civis, a diplomacia e a questão iraniana”, onde coloco uma perfeita citação de Churchill )

E foi por isso mesmo, o medo pânico de invadir privacidades, que levou as autoridades americanas a não conseguirem deter o selvagem que ia explodir um avião no dia de Natal. E ele era “apenas” um sujeitinho chamado Umar Farouk Abdulmutallab, nigeriano, muçulmano, que pegou o avião em Lagos, na Nigéria, pagou 3 mil dólares à vista pela passagem, não tinha bagagem de mão, e seu nome era (outra vez), UMAR FAROUK ABDULMUTALLAB. Dois meses atrás seu pai tinha avisado que tratava-se de um muçulmano radical, possivelmente perigoso.

O avião foi salvo porque o nigeriano não tinha o fluido suficiente para causar uma explosão de fato, além de um holandês corajoso haver pulado em cima dele. Aliás, aonde é que estava o US Marshall (delegado)  que viaja incógnito em TODOS os vôos em companhias americanas? Acho que ele comeu mosca por não estar sentado ao lado do muslin. Será que havia no avião alguém mais suspeito do que o Abdulmutallab ? (Além de tudo ainda têm esses nomes dificeis de escrever). De qualquer forma foi muita sorte o nigeriano ter feito o mais difícil, e na hora H haver falhado. Sorte dos passageiros e sorte de Obama. Sua popularidade iria para -10%.

Assisti a um programa sobre a prisão de Guantânamo no canal da National Geographic. São de cair o queixo * as mentiras dos produtores. Foi um ato de grande disciplina de minha parte conseguir ficar até o final. Mas valeu a pena, por que nos últimos dez minutos acontece o inacreditável. Ficamos sabendo que um dos prisioneiros jogou uma quantidade enorme de fezes sobre seu próprio rosto.  A cena mostra os soldados-guardas  perplexos,  pois precisam entrar na cela para socorre-lo.  E eles têm um problema adicional: é comum que os selvagens deixem as unhas entupidas com essas fezes, e ferozmente  arranhem o rosto dos que vão limpa-lo.

Inacreditável, dantesco. Deveria desmoralizar tudo o que eles já haviam dito sobre a natureza pacífica dos pobres injustiçados.  ( Isso foi o que eu pensei naquele momento).  Que bobagem. Até parece que não estamos vivendo entre zumbis, onde a lavagem cerebral reina soberana.

As últimas imagens do programa mostram Obama tomando posse, momento em que somos “gratificados” com a promessa de que ele fecharia Guantánamo.  Fechar ? Parece que Obambi arquivou  essa demagogia desvairada, mas vamos ser justos: o boboca do McCain formulou alguma coisa parecida. (última forma:  disse  ontem, dia 5 /01, que fecha, mas não precisou quando – pode levar uns 3 anos).

Obama já percebeu o óbvio. Se houver algum atentado nos Estados Unidos ele está ferrado. Bush, que pegou um país desarmado, agüentou oito anos sem que nada acontecesse após as torres. Isso ninguém tira dele. Agora, se Obama continuasse no caminho do início de seu governo, desmoralizando e inibindo a CIA e outras agências, o risco seria enorme. Parece que ele já está esquecendo todas as suas promessas, e tateando em busca de outro caminho. Ou vai contra os seus “nobres princípios”, ou vai para o beleléu. Não sei  se proibiu, por escrito, o afogamento simulado (waterboarding), ou se ainda quer evitar a tortura nos terroristas que são presos em outros países.  Duvido. Imagino que seu desejo é manter tudo em estado nebuloso para poder jogar dos dois lados. Vocês sabiam que o título de seu livro “Audácia da Esperança” é de um sermão do hidrófobo reverendo Jeremiah Wright, seu mentor durante vinte longos anos ?  

Em tempo: Com o texto pronto, acabei de ler que morreram sete agentes da CIA no Afeganistão. É a maior baixa que a agência sofre desde 1947, quando foi criada. Em todo esse período apenas 90 agentes morreram em serviço. Em tempos de crítica à sua atuação, onde Eric Holmer ( o procurador geral de Obambi), quis processar seus agentes, pode muito bem ter acontecido que a CIA ficou com medo de atirar no terrorista e ser responsável pela morte de um inocente. Estou exagerando ? Sei lá,  mas não era assim que se fazia com toda a seriedade nos tempos das críticas à Bush ? Êta Obama!  Culpado, ou não, essa vai para a sua ficha. Primeiro ano do seu governo e já coleciona um recorde de mortes na CIA.

Outra coisa: Ele vai fechar a embaixada americana no Yemen !  Os Estados Unidos não têm condições de proteger uma embaixada ? Mas que vitória da Al Qaeda! É assim que ele quer a ajuda do presidente yemenita, Abdulah Saleh ? Dando essa prova de covardia? Fechando uma embaixada, quando tem o poder de tirar o Yemen do mapa ? Por que não envia um porta-aviões atômico para o Golfo de Aden ? É assim, intimidando,  que as grandes potências sempre agiram através da História. Afinal para que serve todo esse inacreditável poderio ? No microcosmos é o que vemos quando a polícia, ou o exército, aparecem super armados, dando a impressão de que não precisam daquilo tudo. Precisam sim, chama-se “policiamento ostensivo”, e o objetivo é inibir através do visual carregado.  Êta Obambi!

* expressão antiga e ótima. O queixo caído causa a maior dor e é espetacularmente ridículo.A mandíbula se desloca para baixo e fica presa. As pessoas ao redor querem ajudar, mas ao mesmo tempo rolam de rir. Pode acontecer em um bocejo exagerado. Quando eu era adolescente fui vítima duas vezes.

Obama fazendo o tira bom

dezembro 30, 2009

Ainda temos as Forças Armadas

Arquivado em: Internacional — Claudio Mafra @ 3:18 pm
lott

Mas que grande notícia a de que os militares viraram a mesa e não aceitaram a revogação da Lei de Anistia ! Graças a Deus, eles ainda estão vivos! Foi uma reação tão forte que até o Nelson Jobim fingiu que iria renunciar!  Lula voltou atrás rapidinho, porque bobo ele não é. Essa é sem dúvida uma das melhores notícias do ano que está acabando. Vamos ver quanto tempo os jornais vão levar para começar com os editoriais. O Jobim daria tudo para não sair do cargo, pois não vai querer deixar para outro as negociatas de compras dos armamentos. Mas, se precisou ameaçar, foi  para convencer o Lula de que o assunto era seríssimo.  Vamos abrir champagne. Nossos militares ainda são “perigosos”. O Supremo Tribunal Federal sabemos que acabou, está QUASE que só composto de um bando de ordinários, o Itamaraty é todo terceiro-mundista, mas ainda temos as Forças Armadas. Vamos brindar a isso.

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Depois do atentado fracassado do maldito nigeriano Abdulmutallab vamos sofrer ainda mais nas revistas antes dos embarques nos aviões. Já não basta toda a chateação de tirar os sapatos, ter medo de haver esquecido alguma coisa importante na bagagem de mão, e  ainda vão inventar mais aborrecimentos para nós, os inocentes. Já avisaram que o tempo necessário de chegada no aeroporto para viagens internacionais vai ser de três horas de antecedência.  Muitas companhias aéreas planejam exigir que passageiros permaneçam sentados na última hora de vôo, antes da aterrisagem. As viagens na classe econômica já são insuportáveis, imagine agora. E ainda temos que aguentar a conversa fiada dos grupos de direitos humanos, ( geralmente ladrões acantonados em ONGS), os liberals, que atribuem a culpa de tudo que acontece a nós mesmos, e para isso chegam até a invocar as Cruzadas. Incrivel que com o seu incomensuravel poder militar, sem a MÍNIMA contrapartida em nenhum outro país, os Estados Unidos não arrebentem logo com esses muçulmanos, e nos dêm a nossa antiga vida de volta. Agora mesmo eu estava vendo na televisão toda Times Square parada, evacuada, por causa de um carro suspeito. E todos nós pagamos por isso. Somos vítimas eternas da esquerda, agora configurada não no comunismo, mas nos american liberals. 

Um aviso: No aeroporto de Guarulhos as pessoas que às vezes nos atendem com uma ingênua arrogância não são da Polícia Federal; esses serviços foram terceirizados, inclusive naquele balcão onde se lê “Polícia Federal”. Isso quer dizer que  elas não têm nenhum direito de nos tratar como se tivessem fé pública, isto é, como verdadeiras autoridades.

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Transcrevo algumas palavras de Ayaan hirsi ali, somaliana que fugiu para a Holanda e chegou a ser eleita para o Parlamento holandês. Hoje ela vive escondida nos Estados Unidos, caçada pelo Islã. Ayaan está entre as seis mil meninas castradas DIARIAMENTE pelos muçulmanos. Em 2005 foi considerada uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Diz Ayaan: “ Em certos países, os liberais seculares “ de esquerda” estimularam o pensamento crítico em mim e em outros muçulmanos. Mas esses mesmos liberais da política ocidental têm o estranho hábito de se culpar pelos males do mundo, vendo todos os outros como vítimas. Para eles, vítimas são dignas de pena. Todos esses infelizes e oprimidos, inclusive os muçulmanos, são colocados no mesmo saco das pessoas boas, que devem ser acolhidas e apoiadas paras que possam superar as desvantagens. Os seguidores do evangelho do multiculturalismo se recusam a criticar aqueles que vêem como vítimas. Alguns críticos ocidentais reprovam as políticas e atitudes dos Estados Unidos, mas não criticam o mundo islâmico, bem à maneira dos apologistas do socialismo no Ocidente que, na primeira metade do século XX, não ousavam criticar os campos de trabalho soviéticos. …  Nós, no Ocidente, devemos fazer um esforço conjunto para nos opormos à educação islâmica e a todas as outras instituições muçulmanas que promovem a auto-segregação e contribuem para a preservação de uma inescapável tirania sobre mulheres e crianças….  Se não há nada de errado com o Islã, por que tantos muçulmanos estão fugindo ? Entre os dez países dos quais a Holanda mais recebe imigrantes, nove são predominantemente islâmicos. Por que nós muçulmanos seguimos para o Ocidente ao mesmo tempo que o condenamos ?…. Se nós muçulmanos somos tão tolerantes, e pacíficos, porque há tantos conflitos étnicos, religiosos, políticos e culturais e tanta violência nesses países ?…  Nós muçulmanos perdemos totalmente a noção do equilíbrio entre religião e razão… Por mais que se compreenda os muçulmanos e se tenha compaixão por seus sofrimentos pessoais, não se pode perder de vista o fato de que esse sofrimento é o resultado inevitável da forma assumida pelo islã no lar, na escola, no cotidiano e na mídia. … Nem a Sociedade pelo Islã e pela Cidadania, nem a comunidade muçulmana se manifestam a respeito do sofrimento de suas mulheres, e todas as 753 organizações muçulmanas subsidiadas na Holanda permanecem em silêncio quanto a isso ….. As punições (meninas com o hímen rompido) vão desde insultos, à expulsão ou ao confinamento, podendo chegar até mesmo a um casamento forçado com aquele que as deflorou ou com algum  “homem generoso” disposto a encobrir a vergonha familiar. Estes podem ser muitas vezes pobres, débeis mentais, velhos, impotentes ou tudo isso ao mesmo tempo. Em casos extremos a garota é assassinada, muitas vezes pela própria família. As Nações Unidas relatam que, a cada ano, 5 MIL jovens são mortas por esses motivo em países islâmicos, inclusive na Jordânia, citada com tanta freqüência como um regime “ liberal” .. … O islã representa seus homens como aquele bode; quando vêem alguma mulher descoberta, saltam imediatamente sobre ela. Isso torna uma profecia auto-realizavel; um homem muçulmano não tem por que aprender a se controlar. Não precisa e não é ensinado a fazê-lo. A moral sexual destina-se exclusivamente às mulheres, sempre culpadas por qualquer descuido.”

Eu estava passeando pelo Cairo com minha mulher e com minha filha adolescente quando percebemos que era insuportável ficar nos desviando dos bodes muçulmanos, que se aproveitavam de qualquer oportunidade para tentar se encostar nelas, tirar uma casquinha, ou lançar seus olhares pornográficos. As duas preferiram ficar dentro do hotel, saindo apenas para entrar diretamente em um museu ou qualquer coisa bem específica, evitando andar livremente nas ruas. Será que essa gentalha realmente inventou alguma coisa além do tapete mágico ?

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Algumas palavras de Oriana Fallaci:  ” A Esquerda é uma Igreja. E não uma Igreja semelhante às  Igrejas saídas do cristianismo, portanto, de algum modo abertas ao livre-arbítrio, mas uma Igreja semelhante ao Islã. De fato, como o Islã, considera-se beijada por um Deus guardião do Bem e da Verdade. Como o Islã, nunca reconhece as suas culpas nem os seus erros. Considera-se infalivel, nunca pede perdão….Como o Islã é iliberal, autocrática, totalitária, mesmo quando aceita o jogo das democracia. Não é por acaso que noventa e cinco por cento dos italianos convertidos ao Islã vêm da Esquerda ou Extrema -Esquerda. Noventa e cinco por cento dos muçulmanos naturalizados cidadãos italianos, idem. E, como o Islã, a Esquerda é anti-ocidental….Precisamente durante os governos da Esquerda vermelha e verde e rosa e branca e arco-iris, A Trípice Aliança, entrou na Itália o Islã. Precisamente naqueles anos a invasão islâmica se reforçou se estabilizou, e hoje os imigrados são em grandíssima maioria muçulmanos (pelo menos dois milhões e meio,  isto é, 4,3% da nossa população. No Centro e no Norte, 5,6%)…….. Sabes o que é infibulação ? É a mutilação que os muçulmanos impõem às meninas para impedir que elas quando crescerem  ( ou ainda  antes, se se casarem aos nove anos) possam gozar o ato sexual. É a castração feminina que os muçulmanos praticam em vinte e oito países da África islâmica e por causa da qual todos os anos DOIS MILHÕES de criaturas (número fornecido pela Organização Mundial de Saúde ) morrem por sepsia ou hemorragia.”

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E a AIEA ( Agência Internacional de Energia Atômica) afirma que o Iran está próximo de concluir alguma coisa perigosa , está chegando mais próximo da bomba. (Desde que o Baradei deixou de ser o dono da Agência ela tem sido mais honesta).  Afinal, quando  é que nós vamos mandar todas aquelas usinas iranianas para os ares ?  Digam-me, o que é que pode acontecer de ruím se amanhã os Estados Unidos acabarem com essa brincadeira ? Nada. Absolutamente nada, fora os protestos indignados de todas as nações do mundo. De que valem esses protestos ? Qual a consequência deles ? Parem e pensem por um minuto. Quais as retaliações que podem de fato incomodar aos americanos ? Elas não estão disponiveis para nenhum país do mundo. Essa é a verdade escondida a sete chaves.  As ações terroristas vão se intensificar ? De que maneira, se eles estão tentando dia e noite e não conseguem nada?   O horror de usar a força  foi fabricado pelos liberals, DENTRO dos Estados Unidos, apenas para servir aos seus propósitos esquerdistas. Nem a Rússia e nem a China têm meios de retaliarem os Estados Unidos. E esses são os únicos dois países que contam .  Leiam meu artigo ” Yoani-Obama – USA potência de segunda classe ?”  E Feliz Ano Novo.

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